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Islamnet- 07-20-2007
Allah e a sua Existência
É verdade que historicamente, o ser humano sempre pensou num poder sobrenatural existente além deste nosso mundo materialista. Ele está constantemente a tentar não só encontrar a origem de todo o Universo, todos os outros planetas....prourando se existe vida neles... mas, também procura um objecto para a sua adoração. A história da Humanidade é apenas uma série desses esforços, algumas pessoas pensavam que este poder podia ser encarnado em certos tipos de árvores, pedras, ouro, ou no homem.... Houve pessoas que, pensavam que era o sol e outras achavam que era a lua ou outros astros, e ainda outras pensaram que eram os rios, etc. Há ainda outros que dizem não haver Deus, mas a natureza em si é o seu Deus. Por isso é que na filosofia utiliza-se "divindade naural cujo poder é superior ao nosso". Outros pensam que Deus deve ser um poder sobre-natural, que não tem forma, nem semelhante, não é afectado pelas mudanças, que é imortal e eterno. Esta posição é semelhante à do Islam. Tudo isto é o resultado da posição a que chegaram os psicólogos de que o ser humano tem um instinto religioso. Por natureza ele acredita na existência de um poder forte e grande que controla o Universo e sente que ele e o resto da humanidade são dependentes d'Ele e sujeitos a esse poder. O Professor Max Fuller no seu ‘’Hibbert Lectures’’ diz: "A religião não é uma invenção nova. Se não é antiga como o mundo pelo menos é antigo como o mundo que conhecemos. Nunca houve um falso Deus nem religião falsa a não ser que chames à criança um homem falso. Daquilo que eu sei das religiões, todas elas tinham o mesmo objectivo. Todas estavam ligadas a uma corrente que liga o céu á terra e que, estava e continua a ser assegurada pela mesma mão. O próprio Platão afirmou que: o conhecimento do verdadeiro Deus está implantado por natureza em todas as almas e, o trabalho dos professores neste campo não é ensinar o homem o que ele não sabe, mas é remover os obstáculos e as sombras que ocultam a verdade e o impedem de chegar até lá e para lhe recordar do conhecimento que ele já tem." ... lembrem-se da caverna e de Platão... Assim o homem por natureza pensa em Deus. Alguns deles conseguem descobri-lo e outros não, daí a tarefa dos Profetas foi de recordá-los, da Existência de Deus; o Alcorão Sagrado menciona vários sinais e de várias formas, chama a atenção do homem, recordando-o a existência do verdadeiro Deus. Todos nós sentimos a sua existência, porém há quem o recusa alegando que não o vê, o que não tem lógica, pois há coisas que nós não vemos e estamos certos da sua existência como é o caso da nossa própria alma, o juízo, a energia, etc. Estas e outras coisas semelhantes não são vistas, mas a sua existência é aceita unanimemente. Porque será? Realmente, nem tudo se conhece directamente; há coisas que conhecemo-las indirectamente, pois, os seus efeitos são sentidos e conclui-se que existem. Por exemplo, se carrego o peso que nenhum dos meus amigos o consegue, então eu deduzo que só o faço por ser mais forte que eles. Sente-se os raios do sol aqui na terra, então deduzimos que deve existir algo que permite a chegada dos seus raios aqui na terra, etc. O nosso conhecimento acerca de Deus também não é diferente disso, pois Ele é conhecido pelos Seus sinais e efeitos. Porque Ele é subtil, conhecemo-lo não pelo nosso juízo directamente, mais indirectamente, através das Suas criações e efeitos. Razão pela qual não podemos conhecê-Lo inteiramente, pois só conhecemos os Seus atributos através da revelação, é por isso que o ser humano precisa da revelação. Nós podemos estabelecer através do argumento racional a existência de Deus, mas a informação completa e total sobre Deus, está fora do alcance humano, Deus não pode ser descrito excepto mencionando algum dos seus atributos. Bacon diz: " Quando as ciências naturais são separadas pouco a pouco elas dão a entender inicialmente que estão remotas de Deus. Mas, quando são estudadas em pormenor e examinadas profundamente, elas forçam-nos chegar ao conhecimento da existência de Deus e na sua crença.’’ (Christian Belief and Scince) A existência de Deus também pode ser provada por intuição. O filósofo Francês Descretes W. do século 16, na sua demonstração da existência de Deus diz que: ‘’A existência de Deus é conhecida intuitivamente e por depender da explicação intuitiva não precisa de prova, nem de demonstração, basta só revelá-la e desenrolá-la.’’ Ele diz ainda: ‘’Eu existo agora e sei que sou algo mutável, eu não sou a causa da minha existência, senão teria existido antes, eu não sou a causa das mudanças que caiem sobre mim, se fosse assim, ter-me-ia mudado para a melhor posição, eu não sustento a minha própria existência, se fosse assim, poderia subsistir (durar) para sempre. Os meus pais e os antepassados não causaram todos estes acontecimentos em mim, porque eles ocupavam a mesma posição que eu ocupo. Eu iniciei a minha vida na forma de uma criança desamparada, cresci chegando à juventude e tornei-me homem e depois ao declínio na forma de um velho. Não são todos estes sentimentos e mudanças a caírem sobre, um sinal de que sou um ser mortal cuja origem, deve ser imortal e a alma eterna?’’ (Evolution theory and christian belief - the unresolved conflict).

Islamnet- 07-20-2007

... Will Herberg explica a existência de Deus de uma outra forma, ele afirma: ‘’Se a palavra a "Deus" tem de ter alguma relação com os nossos problemas temos que reconhecer que Deus não é algo cuja existência pode ser estabelecida por um simples expediente ao empurrar uma investigação científica ou avançando um bocadinho mais com uma especulação metafísica. A própria tentativa de fazer isso é errónea e uma iniciativa ilusória, pois no fundo isso é tratar Deus como qualquer outro objecto do mundo, e não como um objecto transcendente que não pode ser encerrado no material de experiência; o mesmo pode ser dito sobre a tentativa de deduzir a existência de Deus através da história ou de dentro dos fundos da consciência humana onde afinal refletem as nossas próprias confusões e limitações. Deus cria e sustenta toda a natureza.’’ (Will Herberg: Four Existentialist Thinker's) Não há dúvida de que Deus existe, sentimos a Sua existência, mas uma vez que está fora do nosso alcance mental descrevê-lo, temos que nos basear nas revelações Divinas onde o próprio Deus nos diz quais são as Suas qualidades e atributos. E qual será Essa revelação??!! O Alcorão Sagrado por sua parte dá-nos provas da existência de Deus, concentrando a maior parte dos seus argumentos em 5 tópicos: 1º. Evidência (prova) da experiência íntima da humanidade; 2º. Revelação Divina ao Homem; 3º. Modelo universal da moral humana; 4º. Doutrina da criação do Universo; 5º. Argumento cosmológico. Colocando juntas todas essas evidências, o homem por mais ateu que seja chegará à conclusão de que existem bases razoáveis para se acreditar que há uma personalidade e força através do Universo que controla tudo isto, e essa personalidade é denominada Allah pelos muçulmanos. Assim, o muçulmano em primeiro lugar deduz a existência de Deus de dentro de si próprio e da natureza em geral, porque, Allah afirma no Alcorão Sagrado: "Na criação dos céus e da terra e na alternância do dia e da noite há sinais para os sensatos.’’ (Alcorão Sagrado 3:190) E diz ainda: ‘’E também (existe) em vós mesmos. Não vedes, acaso?’’ (Alcorão Sagrado 51:21) Não há dúvida que Deus existe, e é Único, não há nada nem ninguém igual a Ele nos seus Atributos e na sua Essência. O Islam não transmite à mentalidade humana para aquilo que ela não tem capacidade de perceber, o Islam está apenas a dirigir a atenção do homem para os factos, que ele próprio pode descobrir se estiver seriamente interessado no uso do seu poder de pensar e na utilização da razão. Há muitos versículos no Alcorão Sagrado que nos dão provas positivas da existência de Deus, o Único. Diz Allah no Alcorão Sagrado: ‘’Porventura, não foram eles criados do nada, ou são eles os criadores? Ou criaram, acaso, os céus e a terra? Qual! Não se persuadirão!’’ (Alcorão Sagrado 52:35 e 36) O Alcorão Sagrado explica que para todas as coisas assim como para o Homem, que tem início no tempo, só há três possibilidades para a sua existência. Três maneiras de explicar como isso apareceu: 1º- Aparecer a partir do nada; 2º- Ser criador de si próprio; 3º- Ter um criador fora de si próprio. A terceira possibilidade não está mencionada no versículo acima citado, mas deduz-se, uma vez que o versículo foi dirigido, às pessoas que recusavam, a existência do Criador, e diz-lhes que se não existe um Criador então só restam aquelas duas possibilidades. 1º- Ter sido criado do nada, isto é, ter aparecido sozinho ou ser criador de si próprio... É inconcebível algo aparecer a partir do nada. Achamos oportuno mencionar aqui um debate ocorrido entre o Imam Abu Hanifa o um ateu que dizia que tudo apareceu sozinho. O tópico do debate era ‘’provar a existência do Criador’’. Marcada a hora e o local, muita gente se juntou para assistir ao debate. O ateu apareceu à hora marcada, porém o Imam atrasou-se. O ateu furioso com a demora do Imam quis saber qual tinha sido o motivo do atraso. O Imam justificou-se dizendo: Eu vivo na outra margem do rio. Estava lá a espera do transporte a fim de aqui chegar, contudo não apareceu nenhum. Entretanto para o meu espanto, vi árvores da margem do rio a cortarem-se sozinhas e a transformarem-se em barrotes que se juntaram sozinhos e pregos apareceram a pregarem-se sozinhos nos barrotes transformando-se num barco. Em tão pouco tempo o barco estava pronto e sozinho começou a movimentar-se na minha direção, tendo parado à minha frente. Entrei nele, sem ninguém o pilotar começou a andar sozinho, até que cheguei a este lado do rio e só assim foi possível eu chegar até aqui. O ateu, furioso disse: Vens atrasado e ainda, contas historias que nem uma criança aceita, como é que os barrotes sozinhos transformaram-se em barco? Isso é uma loucura, é impossível! O Imam retorquiu: Ora se isso é impossível como é que este Universo tão grande, com toda a sua perfeição, sozinhos, sem que ninguém o causasse, tornou-se num Universo? Assim, o nosso debate já terminou. Tijolos, cimento e água não podem juntar-se sozinhos transformando-se numa casa e nenhuma outra coisa no mundo pode transformar-se naquilo que ela é sozinha. Tem de haver alguém para o fazer. Como é que este mundo e nós todos aparecemos sozinhos? Isto não tem lógica. 2º- É ainda mais inconcebível que seja criador de si próprio. Se a pessoa fosse criadora de si própria, teria opção na escolha do seu sexo, cor, estatura, etc... Mas é sabido que isso não está no seu poder e mesmo agora, depois de criado não tem poder criativo sobre si próprio, por exemplo: A função do seu sistema digestivo, coração os órgãos todos, não estão no seu poder, não pode evitar a queda dos cabelos, dentes, velhice, fraqueza e a morte, etc... Portanto a única conclusão é que deve haver um Criador. E, esse Criador é Allah, que cria e controla tudo. Uma vez provado que tudo foi criado por Deus, a Ele temos que adorar exclusivamente e somente a Ele servir e é isso que se chama Tauhid.

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